Um ano depois...

domingo, 11 de setembro de 2011

Vivendo e aprendendo a jogar - parte II

Eu andava preocupada com o comportamento do Fred nos passeios ultimamente. Parecia cada vez mais ansioso e nervoso, agitado. Principalmente quando avistava outros cães, de qualquer tamanho, cor, sexo ou raça. Ele avançava latindo e pulando, ficava incontrolável, puxava e quase me derrubava. Sem contar as vezes em que empacava, se recusando a passar entre eu e um portão de casas onde ele já sabia que havia cães, daqueles que sempre latem e avançam quando veem outro cão.
O Bob, por sua vez, está cada dia mais comportado, educado e sociável nos passeios, um lord. Deixa tudo e todos se aproximarem, pacificamente, sem pular nem manifestar reação de medo ou agressividade.
Bem.
Ontem levei o Fred para uma sessão de socialização explícita, lá no Parque Villa Lobos. Quando chegamos, ele continuou demonstrando o comportamento agitado e agressivo com outros cães. Fiquei parada em pé, com ele sentado sob minhas pernas, por mais de meia hora, deixando ele se aclimatar com aquele maravilhoso mundo novo de cheiros e cães. Depois, comecei a passear com ele pelo lado de fora do cercado onde corriam e brincavam mais de 30 diferentes cães e seus donos. Deixei que ele cheirasse alguns pela grade. Ele foi começando a se acalmar.
Eu na verdade havia ido ao parque para participar das aulas de adestramento do Kennel Cube de São Paulo. Mas acabei meio perdida, achando que as aulas seriam ali naquele grande cercado, e perdi a hora. Quando descobir que seriam em outro cercado, a alguns metros adiante, era tarde.
Mas ali, ao lado de onde estavam acontecendo as aulas, tinha outro cercado, menor, onde um outro labrador preto de seis anos, e uma viralatinha, brincavam soltos com seu "passeador", Luciano. Conversando com ele, decidimos que eu deveria entrar e apresentar os três, primeiramente cada um com sua guia. Correu tudo bem, e os soltamos. Para minha surpresa, o Fred amou. Na verdade, ele é meio sem noção e assustou a viralatinha Lola, que chegou a rosnar e se esconder dele; mas o labrador Johnny comprendeu seus modos um tanto bruscos e aceitou as brincadeiras.
Outros cães foram entrando e saindo dali do cercadinho, e o Fred fez questão de recepcionar, conhecer e brincar com todos. Com alguns, percebi que rolava mais afinidade. Como quando entrou uma linda Border Collie praticamente toda branca, com pelos lindos e esvoaçantes: ele gamou. Passou bons minutos brincando de persegui-la pelo campinho, foi lindo, muito divertido.
Fiquei confiante pois vi que ele não queria brigar. E mais do que isso, ele prontamente vinha correndo pra mim toda vez que eu chamava!
Depois dessa experiência, levei ele até o cercado maior, com mais de 30 cães. Entrei com ele na guia, deixei ele conhecer vários amiguinhos, e depois o soltei. Ele mal se afastava de mim, andava do meu lado, um fofo.
Depois de duas horas, fomos embora. Quanta diferença! Ao atravessar o parque com ele na guia, cruzamos com inúmeros cães e ele não mais avançou nem latiu ou rosnou.
Eu sei que preciso repetir a experiência para consolidar a confiança dele -- e a minha, e principalmente esse comportamento social. Amanhã vou testar sua reação durante o passeio diário pelo bairro. E, no próximo final de semana, preciso fazer o mesmo com o Bob.

Não consegui tirar muitas fotos, mas eis uma em que uma linda filhote Bernese Mountain Dog cheira o bumbum do Fred enquanto ele se aproxima de um mini poodle chocolate!!

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